Direção de Arte – a importância da segmentação do público para criação

Direção de Arte – a importância da segmentação do público para criação

“Uma imagem vale mais que mil palavras.” Essa máxima, conhecida por todos, representa o esforço de tornar a comunicação mais assertiva e fácil de ser compreendida pelo receptor da mensagem. O reforço visual é mais forte que apenas o texto e por isso há todo um cuidado técnico e especializado na criação, e também artístico, na produção dos materiais que são divulgados nas mídias on e offline.

De acordo com Luiz Riscala, coordenador de criação e arte da Suave, o primeiro objetivo da criação é sem dúvida o conteúdo, mas ele ganha vida e forma através do trabalho da equipe de direção de arte. “Os aspectos da criação são vários, entre eles está ‘como chamar a atenção no meio de tantas informações e anúncios que somos bombardeados nas redes sociais?’, ‘como nos diferenciar dos concorrentes?’, ‘o que podemos fazer para andarmos na frente do mercado e apresentar inovações visuais ou modo de ofertar?’”.

Ele explica que na Suave, no início de cada trabalho, a marca tem seu público alvo definido e que ele pode até ser mutável pelo posicionamento adotado na campanha, mas sempre há uma orientação muito clara para que a voz e o visual atinjam o objetivo estabelecido. Cada público tem suas características, mesmo que os produtos sejam similares. E para essa definição, são considerados alguns elementos como a variação de cidade, cultura e história, e todos são um desafio para criação. 

“Pessoas diferentes enxergam formas diferentes. Todas as pessoas vieram de uma educação e de uma vivência única, e trazem no consciente e subconsciente aspectos que fazem com que tenham gostos e preferências distintas. Então, as formas visuais, as cores, os estilos das fontes também seguem essas diferenciações.

A forma como enxergamos diz bastante sobre cada um de nós e ela não é estável. A cada geração e a cada mudança de comportamento ela se transforma. Dentro de um contexto globalizado, isso acontece com mais rapidez e é aí que devemos estar atentos e alinhados com as tendências da comunicação”, conta o coordenador de criação.

Tendo o público definido, a direção de arte parte para fase de pesquisa e do estudo. “Avaliamos se a imagem pede um posicionamento mais agressivo ou mais humanizado. Cada marca pede um estilo diferente e não ficamos apenas restritos na área de mercado em que o cliente atua. Nos alimentamos de tudo o que cerca esse público para sermos mais incisivos nas peças”, detalha Riscala.

Outro importante aspecto para a criação são os gatilhos que levam ao impulso das compras ou da identificação imediata com um serviço. Ele conta que o tom da comunicação muda ao falar de algo essencial para o cotidiano e de outro que é de lazer, exemplos de produtos com pesos diferentes.

“Esse gatilho racional ou emocional é que nos faz ter ideias criativas ou, até mesmo, ver oportunidades de ofertas diferentes. Um visual mais requintado, clean e cores mais elegantes – que remetem a produtos mais valiosos – aplicados em um layout de oferta para pessoas com poder aquisitivo maior, chamam a atenção. E o inverso também: cores primárias, fontes mais grossas e bold inspiram a atenção e fazem com que o espectador tome atitudes mais rápidas, incentivados pelo valor aquisitivo menor”, reforça.

Equipe criativa

“Na agência temos profissionais com estilos e repertórios diferentes. Na criação, a troca de ideias e o compartilhamento entre os criativos é a melhor forma de todos entrarem em sintonia. Um dos nossos grandes diferenciais é a agilidade no processo criativo e isso adquirimos com a interação da equipe. Cada um mantém sua identidade, mas todos conseguem absorver o conceito do cliente para dar sequência na comunicação. Isso agrega muito, pois com essas trocas fazemos mudanças que vão aperfeiçoando as campanhas e que quebram paradigmas do cotidiano”, aborda Riscala.

Projetos especiais

Para o coordenador de criação outro grande diferencial da Suave é estabelecer parcerias com seus clientes, como é o caso recente do desenvolvimento de uma marca – que ainda será lançada -, desde a análise comercial do que o mercado estava demandando e de que forma o cliente agência poderia explorar esse nicho.

“Quando percebemos que há espaço para um projeto totalmente novo, não somos apenas um agência de propaganda, somos parceiros, então buscamos informações sobre qual o nicho de trabalho que o projeto ou novo cliente vai atuar e assim damos início a pensar todo conteúdo que rodeia ele, desde o seu posicionamento no mercado, a identidade de PDV, as campanhas, o tom de voz, a tecnologia necessária para atuação etc. Temos total abertura para propor e criar, ajustado ao investimento do cliente, e isso é algo muito importante”, finaliza. 

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